Doença pulmonar pós-tuberculose: Avaliação do balanço corporal e sua correlação com capacidade funcional, função pulmonar e função muscular

Autores

Palavras-chave:

Tuberculose pulmonar , Capacidade Funcional, Função pulmonar, Equilíbrio Postural

Resumo

Introdução: A tuberculose é uma doença infecciosa que, apesar de curada, pode deixar sequelas
estruturais e funcionais nos pulmões, resultando em uma condição conhecida como doença
pulmonar pós-tuberculose (DPPT). Visto que indivíduos com DPPT podem apresentar deterioração
da função pulmonar, comprometimento da força muscular e queda da capacidade funcional, tornase fundamental avaliar se estas alterações possam impactar sobre o balanço corporal. Como as
quedas podem levar à perda de autonomia, a avaliação do risco de quedas é uma importante
questão de saúde. Este estudo teve como objetivo avaliar o controle de equilíbrio (CE) em indivíduos
com DPPT e correlacioná-lo com a capacidade funcional durante o esforço (CFE), função pulmonar,
força muscular e fadiga. Métodos: Este estudo transversal avaliou o CE utilizando a Escala de
Equilíbrio de Berg (EEB), a Escala de Equilíbrio de Tinetti (EET) e o teste Timed "Up and Go"
(TUGT). Foram realizados testes de função pulmonar, força de preensão palmar (FPP), força
muscular do quadríceps (FMQ), avaliação de fadiga e o teste do degrau de seis minutos (TD6M).
Resultados: Dos 50 indivíduos com DPPT avaliados, 34 (68%) eram mulheres com idade média
de 50,8 ± 15,4 anos. A mediana do índice de massa corporal e do tempo desde o término do
tratamento da DPPT foram de 25,2 ± 6,7 kg/m² e 24 (18–30) meses, respectivamente. Treze (26%)
dos pacientes com LPTD tinham histórico de tabagismo, com uma média de 14 (6–23) anos-maço.
66%, 38% e 46% apresentaram, na EEB, EET e TUGT, respectivamente, risco moderado/alto de
quedas. O grau de concordância entre as classificações de CE foi de fraco a ruim (Kappa=0,15–
0,35). A EEB correlacionou-se com a FMQ (rs=0,373, P=0,007) e com o TD6M (rs=0,290, P=0,041).
A EET correlacionou-se com a fadiga (rs=0,376, P=0,016), FPP (rs=0,325, P=0,021), FMQ (rs=0,291,
P=0,040) e TD6M (rs=0,310, P=0,028). O TUGT correlacionou-se com a fadiga (rs=-0,340, P=0,015),
hiperinsuflação pulmonar (rs=-0,500, P=0,0004), FPP (rs=-0,335, P=0,017), FMQ (rs=-0,641,
P<0,0001) e TD6M (rs=0,696, P<0,0001). Conclusões: Em indivíduos com DPPT, o CE parece
estar prejudicado, com alterações observadas em até dois terços dos casos. Nestes indivíduos,
quanto pior o CE, maior é a hiperinsuflação pulmonar e piores são a força muscular periférica e a
CFE.

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Publicado

01-06-2026

Como Citar

Doença pulmonar pós-tuberculose: Avaliação do balanço corporal e sua correlação com capacidade funcional, função pulmonar e função muscular. (2026). Sistema De Submissão De Trabalhos De Conclusão De Curso, 16(1), 110. https://sstcc.unisuam.edu.br/index.php/ppgcr/article/view/418

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