Avaliação da Capacidade Funcional, Força Muscular, Fadiga Geral, Balanço Corporal e Qualidade de Vida em Mulheres com Neoplasia: Uma Comparação entre Câncer de Mama e Ginecológico

Autores

  • Maria José Rodrigues da silva UNISUAM Autor

Palavras-chave:

Câncer, Capacidade funcional, força muscular, fadiga, qualidade de vida

Resumo

Introdução: O câncer é caracterizado pela perda do controle da divisão celular e pela capacidade de invadir outras estruturas orgânicas. Os fatores de risco para o câncer podem ser classificados como condicionantes e determinantes sociais. Entretanto, a maioria é ocasionada por fatores de risco modificáveis, dentre os quais destacam-se o tabagismo, o etilismo excessivo, a alimentação não saudável e a falta de atividade física, e por fatores de risco não modificáveis como idade, sexo e herança genética. Seu tratamento envolve a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia e as terapias alvo, o que acarreta vários sintomas físicos, emocionais, sociais e psicológicos que podem desencadear condições limitantes e incapacitantes que reduzem a capacidade de realizar as atividades de vida diária (AVD) e consequentemente, a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS). O câncer de mama (CM) e o câncer ginecológico (CG) representam desafios significativos para as mulheres afetadas. Compreender a capacidade funcional durante o exercício (CFE), a fadiga, a força muscular e o controle postural podem ajudar a fornecer o suporte adequado. Objetivo: Comparar a CFE, a força muscular, a fadiga, o equilíbrio corporal e a QVRS entre mulheres com CM e CG durante a quimioterapia. Métodos: Este estudo transversal incluiu 49 pacientes (25 com CM e 24 com CG) que realizaram o teste Glittre-ADL (TGlittre). As pacientes também responderam aos seguintes questionários: Questionário de Qualidade de Vida da Organização Europeia para Pesquisa e Tratamento do Câncer - Núcleo 30 (EORTC QLQ-C30); Escala de Equilíbrio de Berg (EEB); teste de força de preensão manual (FPM); e Escala de Avaliação Funcional da Terapia de Doenças Crônicas - Fadiga (FACIT-F). Resultados: As médias de idade das sobreviventes de CM e de CG foram de 47,6 ± 10,5 e 54 ± 15 anos, respectivamente (p = 0,089). Comparadas às mulheres com CM, as mulheres com CG apresentaram pior força de preensão manual [22,8 (16–28) vs. 18 (13–23) kgf, p = 0,049] e piores níveis no FACIT-F [29 (21–44) vs. 40 (35–47) pontos, p = 0,010]. As sobreviventes com CG também apresentaram maior risco de quedas, conforme medido pela EEB [50 (38–55) vs. 55 (51–56) pontos, p = 0,017]. Contudo, não houve diferença significativa entre as sobreviventes de CM e as sobreviventes de CG em relação ao tempo de TGlittre [161 (150–232) vs. 147 (128–193) % do previsto, p=0,08]. Uma pior QVRS foi observada em mulheres com câncer ginecológico no questionário EORTC QLQ-C30, especialmente na pontuação total (52 [35–76] vs. 78 [63–86], p=0,005). Conclusão: Portanto, compreender as diferenças na funcionalidade entre mulheres com CM e CG é importante para o desenvolvimento de estratégias de reabilitação eficazes. Os resultados do estudo poderão contribuir com a ampliação do conhecimento acerca dos impactos funcionais e na qualidade de vida em mulheres com câncer, fornecer subsídios para o desenvolvimento de estratégias de intervenção, reabilitação e acompanhamento clínico direcionado às necessidades específicas de cada grupo, visando uma melhor funcionalidade e qualidade de vida.

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Publicado

19-05-2026

Edição

Seção

Dissertações

Categorias

Como Citar

Avaliação da Capacidade Funcional, Força Muscular, Fadiga Geral, Balanço Corporal e Qualidade de Vida em Mulheres com Neoplasia: Uma Comparação entre Câncer de Mama e Ginecológico. (2026). Sistema De Submissão De Trabalhos De Conclusão De Curso, 16(1), 98. https://sstcc.unisuam.edu.br/index.php/ppgcr/article/view/427

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