Acurácia do procedimento palpatório do processo espinhoso da sétima vértebra cervical

Autores

  • Luciana Cid Póvoa Autor

Palavras-chave:

Palpação, Coluna Cervical, Acurácia, Teste de Mobilidade

Resumo

Introdução: No exame físico da coluna cervical, a Anatomia Palpatória é condição sine qua non no auxílio da identificação e localização das desordens musculoesqueléticas. Além disso, a palpação é a base para a utilização de técnicas específicas em determinados tratamentos. Entretanto, em oposição às expectativas dos profissionais que utilizam a palpação para realizar diagnósticos e tratamentos, os níveis de acurácia e reprodutibilidade dos estudos tem um grande viés metodológico. Há uma escassez de pesquisas nesta área e consequentemente uma necessidade de uma sistematização da investigação palpatória da coluna cervical, em especial, na verificação da acurácia do teste de mobilidade e a influência da diversidade dos indivíduos, no que diz respeito, aos aspectos antropométricos como: peso, altura, índice de massa corporal (IMC) e idade. Objetivos: Avaliar a acurácia do procedimento palpatório de movimento (Teste de Flexão e Extensão) para a localização do processo espinhoso de C7; determinar a margem de erro palpatório do processo espinhoso de C7; determinar as possíveis relações entre a acurácia e as variáveis independentes: altura, peso, idade, gênero e IMC, bem como a variável dependente: coincidência entre a vértebra mais proeminente e a determinação da provável espinhosa de C7, pelo Teste de Flexão e Extensão e determinar as relações entre o erro palpatório e as variáveis independentes e dependentes citadas anteriormente. Métodos: Neste estudo observacional participaram 101 sujeitos adultos, de ambos os gêneros, onde um marcador metálico foi usado para identificar o processo espinhoso de C7, a partir do teste de mobilidade de Flexão e Extensão, sendo posteriormente confirmado através de exame radiológico. Os dados de caracterização da amostra foram analisados através de estatística descritiva e a relação entre as variáveis dependentes e independentes foram obtidas através de uma regressão logística, com o p valor ≤ 0,05. Resultados: Dos sujeitos avaliados 48,5% são homens, com uma média de idade de 56,8 anos (DP±14,9) e uma média de IMC de 25,54 kg/m2 (DP ± 5,5). Referente aos acertos, em 54,5% dos casos ocorreu a correta identificação do processo espinhoso de C7. Os nossos dados apontaram para um viés de mensuração de 45,5%, com uma prevalência de localização em C6 de 60,9%. Na análise dos dados, a coincidência da vértebra mais proeminente com a localização da vértebra estacionária (C7) através do Teste de Flexão e Extensão e o acerto da localização do processo espinhosos de C7 verificado pelo Raio X, foi significante (p=0,021). Sobre a relação entre o IMC e o acerto da localização do processo espinhosos de C7, os nossos dados apontaram para uma relação significativa (p=0,05). Conclusão: A localização do processo espinhoso de C7 torna-se mais acurada em indivíduos com IMC ≤ 25 e cuja localização da vértebra mais proeminente se faça de forma coincidente com a localização da vértebra estacionária (C7), determinada pelo Teste de Flexão e Extensão.

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Publicado

07-05-2025

Edição

Seção

Dissertações

Categorias

Como Citar

Acurácia do procedimento palpatório do processo espinhoso da sétima vértebra cervical. (2025). Sistema De Submissão De Trabalhos De Conclusão De Curso, 5(1), 85. https://sstcc.unisuam.edu.br/index.php/ppgcr/article/view/79

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