Laser terapêutico em câncer de mama

Autores

  • Mariana Toledo Biscaia Raposo Mourão e Lima Autor

Palavras-chave:

Câncer de Mama, Laser de Baixa Potência, Fisioterapia

Resumo

Introdução: O câncer de mama, devido a sua alta incidência, morbidade e mortalidade, representam um grave problema de saúde pública. O tratamento envolve a quimioterapia, radioterapia, cirurgia e hormonioterapia, que são indicadas de forma única ou combinadas. Como consequência da terapêutica do câncer, várias complicações tem sido relatadas. Neste contexto a fisioterapia pode exercer grande influência na prevenção, minimização, tratamento e reabilitação das complicações. Inúmeros recursos fisioterapêuticos têm sido utilizados na prática assistencial, mas há pouca evidência científica quanto aos seus benefícios terapêuticos, indicações clínicas e efeitos colaterais existindo ainda uma preocupação referente a utilização de recursos que promovem calor profundo em regiões do corpo com possíveis implantes secundários. Dentre os equipamentos fisioterapêuticos que teoricamente promovem calor profundo está o Laser de Baixa Potência (LLLT). Objetivo: O presente trabalho tem como proposta colaborar para o conhecimento dos efeitos do laser em pacientes com história de câncer de mama que possam ser beneficiados com a utilização fisioterapêutica do laser de baixa potência. Métodos: No primeiro artigo, foi realizada uma revisão sistemática da literatura sobre a utilização de laser de baixa potência no tratamento do linfedema após câncer de mama. No segundo artigo, foi realizado um estudo experimental (pesquisa básica) utilizando linhagem celular de câncer de mama de humano (MCF-7). Resultados: Nas placas de 96 poços, as células foram plaqueadas em triplicada por grupo: Grupo 0J, grupo controle negativo; Grupo 4J, células irradias com 4 Joules por 20 segundos; Grupo 8J, células irradiadas com 8 joules por 40 segundos; Grupo 12J, as células foram irradiadas com 12 joules por 60 segundos. Conclusão: O laser de baixa potencia tem sido empregado como recurso fisioterapêutico na pratica clinica, principalmente em pacientes com linfedema secundário ao câncer de mama. Entretanto, não existe evidência científica atual que justifique a realização do laser em detrimento de outros recursos já consagrados na literatura internacional para o tratamento do linfedema, como a terapia física complexa. Considerando a viabilidade celular, nossos resultados não encontraram diferença estatisticamente significativa na irradiação da linhagem celular de tumor de mama em humanos MCF-7 com Laser de Baixa Potência (AlGaInP), sugerindo uma possível segurança na utilização deste recurso terapêutico em pacientes com câncer de mama. Em relação à resistência elétrica transepitelial (TEER), observamos um aumento dose-dependente nos grupos irradiados com LLLT quando comparados ao grupo controle negativo, ou seja, o laser poderia ser entendido como um fator de proteção na ocorrência de possíveis disseminações neoplásicas. No entanto, ressaltamos que estes resultados apenas sugerem uma possível segurança na utilização do laser em pacientes com câncer de mama.

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Publicado

2025-03-25

Edição

Seção

Dissertações

Categorias

Como Citar

Laser terapêutico em câncer de mama. (2025). Sistema De Submissão De Trabalhos De Conclusão De Curso, 1(1), 48. https://sstcc.unisuam.edu.br/index.php/ppgcr/article/view/10

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