Efeito agudo da técnica de mobilização nas interfaces fasciais profundas da região peitoral em pacientes submetidas à mastectomia
Palavras-chave:
Fáscia, Terapia Manual, Interfaces Profundas, MastectomiaResumo
Introdução: O câncer de mama tem se tornado um importante foco de atenção mundial devido ao aumento de sua incidência observado nas últimas décadas. Isto faz com que seja necessário um tratamento mais agressivo, levando consequentemente a maior possibilidade de aparecimento de complicações. No campo da fisioterapia oncológica, não há relatos na literatura referente às abordagens terapêuticas miofasciais no tratamento das disfunções do ombro em pacientes pós-mastectomizadas, principalmente nas interfaces do esqueleto fascial peitoral, já que a referida região fica suscetível às aderências e consequentemente a comprometimentos da função. Objetivo:Avaliar o resultado da utilização da técnica de intervenção das interfaces profundas do grupo muscular dos peitorais no pós-operatório de mastectomia, no arco de movimento de flexão do membro superior e diminuição da dor espontânea e funcional. Metodologia: Estudo experimental do tipo transversal com 28 mulheres com idade média de 63,71 ± 9,6 anos, submetidas a tratamento cirúrgico de câncer de mama, no Hospital do Câncer III (HCIII) do INCA, e encaminhadas ao serviço de Fisioterapia Oncológica do Centro de Reabilitação Nize da Silveira. Foi aplicada a terapia miofascial por meio de terapia manual e a escala de dor foi avaliada através da Escala Visual Analógica (EVA). Para análise estatística utilizou-se testes T Pareado de Student. Resultados: Houve aumento da amplitude de movimento do ombro de 117,49±23,37 (PRÉ TERAPIA) para 157,81±12,39 (PÓS TERAPIA) e redução da dor de 3,11±2,81 (PRÉ TERAPIA) para 0,57±1,50 (PÓS TERAPIA), com p < 0,0001. Conclusão: A Terapia miofascial de intervenção das interfaces profundas do grupo muscular dos peitorais aumenta o arco de movimento da flexão da articulação gleno umeral de pacientes mastectomizadas, bem como reduz a dor.