Associação entre composição corporal, fadiga muscular localizada de membros inferiores e autonomia funcional na terceira idade
Palavras-chave:
Envelhecimento, Músculo Quadríceps, Adiposidade, Sistema Musculoesquelético, Aptidão FísicaResumo
Introdução: A análise da proporção idoso/criança mostra que a população de idosos vem crescendo mais rapidamente que a população de crianças. Devido ao declínio gradativo da taxa de mortalidade infantil e de fecundidade, a expectativa de vida se torna aumentada, contribuindo para o envelhecimento populacional. Com isso, desperta-se grande preocupação com a qualidade de vida que os idosos terão no futuro, pois com o envelhecimento ocorrem importantes alterações morfológicas e funcionais. A redução da massa muscular e o aumento da gordura corporal são alterações típicas do envelhecimento. O declínio de força e de resistência à fadiga pode levar o idoso à diminuição da autonomia funcional. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo verificar a existência de relação entre a composição corporal, força muscular, fadiga de membros inferiores e autonomia funcional em idosas ativas. Métodos: A amostra foi constituída de 29 idosas com idade média de 68,2 (± 7,3) anos. Foram analisadas a composição corporal, pela bioimpedância total e segmentar, e a fadiga muscular, através da eletromiografia de superfície (pelos valores de frequência mediana e da raiz quadrática média em um teste de um minuto a 50% da contração isométrica voluntária máxima). A autonomia funcional foi avaliada pelo protocolo do Grupo de Desenvolvimento Latino-Americano para a Maturidade (GDLAM). Para a análise foi utilizado o coeficiente de correlação de Pearson, no programa SPSS, versão 13.0 (p < 0,05). Resultados: Foram observadas correlações significativas entre estatura e força (r= 0,49; p= 0,007), idade e massa magra (r= -0,42; p= 0,027), percentual de gordura (%G) e testes do GDLAM (r de 0,39 a 0,41; p de 0,020 a 0,049). A massa magra se correlacionou positivamente com a força (r= 0,55; p = 0,003), mas não com o resultado do teste de resistência à fadiga. Conclusão: As idosas avaliadas que apresentaram maior massa magra associaram-se ao melhor desempenho no teste de força máxima, mas não no de resistência à fadiga, sugerindo que esses dois parâmetros (força e fadiga) são independentes em seus comportamentos. As idosas com maior %G tiveram um pior desempenho no GDLAM, mostrando que indivíduos idosos com maiores níveis de adiposidade corporal apresentam maiores limitações relacionadas à autonomia funcional.